quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

As coisas que você nunca vai ler



Vi que você estava online, vontade de falar "oi"
Perguntar sobre o seu dia, dizer que senti sua falta.

Sei que você ainda me ama, mas tá cansada do meu medo, da minha insegurança
Eu tô cansada também.

Por isso decidi não falar, guardei pra mim o som engraçado que faz quando você ri
O tom do seu ciumes, aquelas nossas conversas sobre tudo e sobre nada de madrugada.

Agora você tem um outro alguém, mas eu sei que sou a certa para você
Só não soube como fazer dar certo, e isso me mata.

Fico me perguntando, Será que você é assim com ela também?
Porque se for, nem sei em quê acreditar mais.

E sabendo que acabou, eu já não consigo esquecer
Relembro de cada maldito detalhe sobre nós

Acordo com aquela vontade imensa de te procurar e não faço nada.
Você deixou saudade.



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

2014 começando, e o meu pior ciclo se encerrando.

O ciclo referido no título não é o menstrual, tá galere
   (Talvez seja, mas isso não vem ao caso)

Vamos falar um pouco sobre vícios.
Todos nós temos algum, concordam?

Posso dizer que depois de um porre homérico, depois de ter feito coisas das quais nem lembro e nem quero lembrar, dei o primeiro passo para "dar um fim" ao meu maior vício.

E não, não são drogas, nem é bebida, nem são gatinhos.
É algo pior, que obviamente não vou citar para manter a minha privacity protection.

Hoje após acordar sem ressaca e sem peso na consciência, percebi que esse foi um bom primeiro passo a ser dado, a liberdade da culpa e dos arrependimentos.

1 - RECOMEÇAR

O segundo passo é mais complicado e vai exigir de mim bastante treino e perseverança.

2 - AUTOCONTROLE.

Sem culpa, sem arrependimentos, sem olhar para trás.
Meu espaço, meu corpo, minha mente, minhas regras.




segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Tudo tão silencioso e frio desde que se foi
só mais uma das tantas noites sem descanso
repassando tudo na cabeça
tentando entender em que momento eu havia perdido


Andei cabisbaixa, olhos semicerrados
pensando em todo o pesadelo
ocupei meu tempo com distrações, bebi demais
o maldito pensamento insiste em voltar, companheiro.


Ela não vai voltar, eu sei
decidi ir embora também
vivo carregando comigo lembranças, 
fotos, músicas, sentimentos
que me ferem a carne, me arrancam da realidade.

domingo, 21 de abril de 2013

Desapegando




Passo cada segundo do meu dia me jurando ser indiferente com você. Você fala comigo, eu cumpro a promessa. Você não entende, pergunta se eu tô chateada e o que aconteceu. Não foi nada. Só tô cansada de você, de nós, de tudo isso. Tô de partida, malas feitas, mesmo você não acreditando. Pra não me cansar mais ainda, paro no ‘Não foi nada’. E você sai, irritada e com um “tchau” que eu odeio mais que tudo. Mas já não importa, tchau pra você também. Afinal, nada pode ser mais difícil do que ficar na situação que eu tô a tanto tempo. Ser indiferente vai ser fácil. Dor é normal, se não for forte, eu já nem sinto mais. Sempre te tratei melhor que todas as outras, e o que você faz que te torna melhor que elas? Seguindo essa lógica, teria o direito de te tratar até mal. Mas não sou assim, uma pena. Acontece que agora eu não dou mais o meu melhor pra quem me dá pouco. Não corro atrás de quem não dá um passo por mim. Não faço festa quando alguém que sabe que eu tô louca de saudades e não move um dedo pra me ver, vem numa droga de chat e fala “E aí”. Te acostumei muito mal, mas agora vou desacostumar. Porque meu medo de te perder, virou meu objetivo, então nada me prende. E se ir te matando aos poucos levar um pedaço de mim, que leve. Porque a dor de você na minha vida me afeta inteira e eu não aguento mais.

sábado, 13 de abril de 2013




Ela abriria mão da própria vida, ou até do sol, 

para que uma vez mais, pudesse sentir o coração bater forte daquele jeito.

E isso era amor.

segunda-feira, 7 de maio de 2012





O barulho do ventilador
Vento passeando entre os fios de cabelo
Alguém roncando no quarto ao lado
O cheiro de incenso queimando na escrivaninha
A morbidez da noite num inferno gelado e vazio.

Nada balança o seu mundo antes que você levante
Mascarando sentimentos com bebida.

Os pequenos momentos de "eu"
São aqueles diante de um papel em branco
Deixando o pulso guiar apenas a caneta

Enxergando em cinza fotos sem lembranças
Boas histórias de outra pessoa para contar.

sábado, 20 de agosto de 2011

Ou talvez a velha amiga insegurança?


Se quiser um nome eu vou te dar indecisão, e de sobrenome insegurança.
Como encontrar alguém que veja a mesma magia que você?
Eu me lembro de você, dos momentos dourados e cada um de seus detalhes.
Ouvir-te prometendo nunca esquecer, nunca deixar cego esse amor viver. E hoje nesse seu coração vejo um abismo inerte, nem sei se ainda és capaz de senti-lo  bater.
Lembro-me, você prometendo, nós duas num lugar onde não existia tempo.

Talvez eu tenha falhado em não me proteger e nunca deixado me tocar o sentimento.
Em tudo o que escrevo sempre aparece a palavra "fim" e é possível que talvez exista uma simbologia importante por trás de tudo. Definitivamente não sou uma princesa.
Tão cansada de viver com as dúvidas que acordar mais um dia parece um pesadelo.
Estava escutando as nossas músicas, no final só restam malditas lembranças que teimam em existir.
Eu levantava todos os dias e da janela eu podia ver um arco íris infinito quando escutava sua voz. Deves saber que não sou uma nobre sensata e capacitada candidata ao seu compromisso, eu nunca sei como parar.
Isso só pode acabar de uma forma e eu mesma posso narrar como: Eu sozinha envolta por uma camisa de força gritando seu nome até o dia em que você resolver escutar. E eu espero que escute bem.
Engula o seu orgulho e me veja quebrada como estou.
Não sofra. Porque eu tinha um motivo muito forte pra nunca ter deixado ninguém se aproximar tanto assim antes, mas me esqueci, e você é resultado dessa falha de julgamento.
Não gosto do que vejo no espelho e muito menos do que enxergo ao te olhar fundo nos olhos.
Estou tentando me enganar, mas a verdade é, eu só consigo viver no limite.
Não espere que um dia eu permita isso novamente, porque nunca mais vou querer sentir o seu toque.
Conheci uma garota, sabia sorrir, achei que havia chutado longe os fantasmas dos meus inimigos, mas não.
Eu sou tão fraca e mais até do que imagino. Frágil, inútil, descartável.
Eu espero, espero, espero...  pelo quê?

Só quis adormecer um pouco, pensar, viver, falar, cantar e gritar, fazer piada de gente louca, talvez até voar...
De conforto único, eu tenho o direito de saber que cada madrugada fria é um dia a menos.
Você nunca vai saber o quanto de fato te amei e eu não a culpo por isso, respire fundo.
O universo sempre gira a seu favor e eu nunca vou mostrar minhas marcas a mais ninguém.
Por hora só posso rezar e não espere que eu me levante pra te encontrar quando tudo o que eu mais queria era estar mais pra lá.