segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Tudo tão silencioso e frio desde que se foi
só mais uma das tantas noites sem descanso
repassando tudo na cabeça
tentando entender em que momento eu havia perdido


Andei cabisbaixa, olhos semicerrados
pensando em todo o pesadelo
ocupei meu tempo com distrações, bebi demais
o maldito pensamento insiste em voltar, companheiro.


Ela não vai voltar, eu sei
decidi ir embora também
vivo carregando comigo lembranças, 
fotos, músicas, sentimentos
que me ferem a carne, me arrancam da realidade.

domingo, 21 de abril de 2013

Desapegando




Passo cada segundo do meu dia me jurando ser indiferente com você. Você fala comigo, eu cumpro a promessa. Você não entende, pergunta se eu tô chateada e o que aconteceu. Não foi nada. Só tô cansada de você, de nós, de tudo isso. Tô de partida, malas feitas, mesmo você não acreditando. Pra não me cansar mais ainda, paro no ‘Não foi nada’. E você sai, irritada e com um “tchau” que eu odeio mais que tudo. Mas já não importa, tchau pra você também. Afinal, nada pode ser mais difícil do que ficar na situação que eu tô a tanto tempo. Ser indiferente vai ser fácil. Dor é normal, se não for forte, eu já nem sinto mais. Sempre te tratei melhor que todas as outras, e o que você faz que te torna melhor que elas? Seguindo essa lógica, teria o direito de te tratar até mal. Mas não sou assim, uma pena. Acontece que agora eu não dou mais o meu melhor pra quem me dá pouco. Não corro atrás de quem não dá um passo por mim. Não faço festa quando alguém que sabe que eu tô louca de saudades e não move um dedo pra me ver, vem numa droga de chat e fala “E aí”. Te acostumei muito mal, mas agora vou desacostumar. Porque meu medo de te perder, virou meu objetivo, então nada me prende. E se ir te matando aos poucos levar um pedaço de mim, que leve. Porque a dor de você na minha vida me afeta inteira e eu não aguento mais.

sábado, 13 de abril de 2013




Ela abriria mão da própria vida, ou até do sol

para que uma vez mais, pudesse sentir o coração bater forte daquele jeito.

E isso era amor.

segunda-feira, 7 de maio de 2012





O barulho do ventilador
Vento passeando entre os fios de cabelo
Alguém roncando no quarto ao lado
O cheiro de incenso queimando na escrivaninha
A morbidez da noite num inferno gelado e vazio.

Nada balança o seu mundo antes que você levante
Mascarando sentimentos com bebida.

Os pequenos momentos de "eu"
São aqueles diante de um papel em branco
Deixando o pulso guiar apenas a caneta

Enxergando em cinza fotos sem lembranças
Boas histórias de outra pessoa para contar.

sábado, 20 de agosto de 2011

Ou talvez a velha amiga insegurança?


Se quiser um nome eu vou te dar indecisão, e de sobrenome insegurança.
Como encontrar alguém que veja a mesma magia que você?
Eu me lembro de você, dos momentos dourados e cada um de seus detalhes.
Ouvir-te prometendo nunca esquecer, nunca deixar cego esse amor viver. E hoje nesse seu coração vejo um abismo inerte, nem sei se ainda és capaz de senti-lo  bater.
Lembro-me, você prometendo, nós duas num lugar onde não existia tempo.

Talvez eu tenha falhado em não me proteger e nunca deixado me tocar o sentimento.
Em tudo o que escrevo sempre aparece a palavra "fim" e é possível que talvez exista uma simbologia importante por trás de tudo. Definitivamente não sou uma princesa.
Tão cansada de viver com as dúvidas que acordar mais um dia parece um pesadelo.
Estava escutando as nossas músicas, no final só restam malditas lembranças que teimam em existir.
Eu levantava todos os dias e da janela eu podia ver um arco íris infinito quando escutava sua voz. Deves saber que não sou uma nobre sensata e capacitada candidata ao seu compromisso, eu nunca sei como parar.
Isso só pode acabar de uma forma e eu mesma posso narrar como: Eu sozinha envolta por uma camisa de força gritando seu nome até o dia em que você resolver escutar. E eu espero que escute bem.
Engula o seu orgulho e me veja quebrada como estou.
Não sofra. Porque eu tinha um motivo muito forte pra nunca ter deixado ninguém se aproximar tanto assim antes, mas me esqueci, e você é resultado dessa falha de julgamento.
Não gosto do que vejo no espelho e muito menos do que enxergo ao te olhar fundo nos olhos.
Estou tentando me enganar, mas a verdade é, eu só consigo viver no limite.
Não espere que um dia eu permita isso novamente, porque nunca mais vou querer sentir o seu toque.
Conheci uma garota, sabia sorrir, achei que havia chutado longe os fantasmas dos meus inimigos, mas não.
Eu sou tão fraca e mais até do que imagino. Frágil, inútil, descartável.
Eu espero, espero, espero...  pelo quê?

Só quis adormecer um pouco, pensar, viver, falar, cantar e gritar, fazer piada de gente louca, talvez até voar...
De conforto único, eu tenho o direito de saber que cada madrugada fria é um dia a menos.
Você nunca vai saber o quanto de fato te amei e eu não a culpo por isso, respire fundo.
O universo sempre gira a seu favor e eu nunca vou mostrar minhas marcas a mais ninguém.
Por hora só posso rezar e não espere que eu me levante pra te encontrar quando tudo o que eu mais queria era estar mais pra lá.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

rs,




Uma brincadeira séria cheia de sorrisos.
Escuro, calor, sussurros.
Você, meu quarto, nós duas, a cama, vinhos e cigarros, orgasmo.
Um caminho molhado entre suas pernas, meu delírio, sua vontade, meu desejo e apenas uma saudade.
Seu gosto, mãos, beijos, apertos, arranhões, você... Muito mais você, que me guia por onde possa ser esse começo, minha boca na sua.
Arrepiada?
–talvez, assim hum isso, Não pare.
Me pegue num enlace, me abrace com pernas, um toque, de leve, uma mordida avermelhada. Sempre com muito amor, carinho.
Batida num ritmo alucinado mais fundo , acima, onde o desconhecido se esconde.
Nossas descobertas, preciosas, cheiro suave que invade sem medo nem impasse.
São noites e tardes memoráveis, um destino irrevogável , me carregue... Já estamos perto, quase lá, respire.
Sem esquecer de sempre ir mais fundo, invadindo e explorando.
 te quero, me beijas, eu espero, compasso marcado de paixão inabalável.
Amanhece, e assim se passa mais uma das noites entre tantas contigo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Desalinhada...



Cada vez que uma luz aqui se apaga,  meu mundo cai um pouco mais nessa mórbida calmaria cinzenta. Não é que eu queira te perder, só não consigo mais mentir... Eu venho precisando tanto de mim mesma nesses últimos dias... Quisera ser mais egoísta, ser mais concentrada e nem um pouco indecisa.
Eu corro, logo ao final vejo que ninguém está alerta para ouvir meus passos, você se foi dando lugar a um vazio que nunca vi igual, tenho tratado isso como uma falta de vontade imensa de viver.
 Mas a minha vida é uma caixinha de surpresas ruins, você sabe. Eu tenho pensado muito, tem doído muito esse meu coração por você mastigado.
Eu não queria te perder, queria encontrar um significado pra uma vida inteira com você e agora prostrada nesse quarto onde estive contigo durante tanto tempo, essa cama que ainda guarda os teus travesseiros, agora sim, sozinha eu sou capaz de enxergar a verdade. Vejo que tu sempre havia dito a reza certa, eu tive de ficar sozinha pra pensar. Divagando ali sobre a minha calma perdida que você havia roubado ao ir embora de nossa casa.
Agora eu só penso em fugir, indecisa, oprimida, e ainda com o teu nome tatuado na essência da alma eu vou a um lugar melhor, a um calmo distante e frio coração congelado. Procuro um refúgio.
E por favor, não venha comigo eu peço, imploro até.
Se não quero passar uma vida lamentando não ter feito a coisa certa com você o que eu devo fazer?  Eu quero errar comigo e acordar com a culpa dia após dia, estou fugindo de nós duas e indo embora de mim.