sábado, 20 de setembro de 2014

Só nesse último mês em que fiz mais uns dois amigos ou três, não sei se comum deveria ser, mas queria saber, porque encontro partes de você nesses lugares estranhos?
De maneira tola ainda procuro seu tom na voz de alguém, mas nada é completamente como antes, nós já fomos muito mais, amor.
É durante a noite em que estou com medo, mas é tão normal que seja escuro e apático.
Porque quando você me deixou, eu me deixei também, e sem previsão de qualquer retorno, nada restou.
Do dia 6 de março até 1 de janeiro eu ainda chorava perdida, mas algo aconteceu.
Agora não deve dar tempo de contar, mas esteja na porta de casa na segunda e use a chave embaixo do tapete para entrar.

sábado, 13 de setembro de 2014

Vai acontecer em algum momento inesperado e antes do que você imagina. A pessoa que talvez você mais ame vai te matar com algumas palavras jogadas ao vento sem pensar talvez nas consequências, porque pessoas são assim mesmo.
E você não vai contar a ninguém, vai guardar lá dentro só pra lembrar que não se deve de modo algum amar alguém,  pior ainda confessar que ama.
Vai deitar na cama se cobrir e chorar até não ter mais lágrimas e se encontrar mais seca do que um graveto caído ao chão.
Talvez você pense em beber ou escrever, talvez até em viajar pra esquecer, mas não importa o que faça vai deixar esse vazio relaxante finalmente tomar conta, e é somente nele que vai encontrar alguma força.
E seu melhor desabafo vai ser aquele choro baixinho sentido, toda noite antes de dormir.
Porque acredite, eu sei o que estou dizendo...
Lágrimas nunca falham.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Não vou deixar de dormir mais ou de viver ou respirar porque você me ignora.
Isso é feio, sujo e o tipo de coisa que eu jamais esperaria de você mesmo depois de qualquer briga.
Mas eu entendo agora, entendo bem demais pra ignorar e pra continuar esperando ou implorando qualquer coisa que seja.
Era só falar, sabe?
Porque dói vindo de você, dói e machuca de verdade mais do que a sua cabeça insensível é capaz de imaginar.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Eu não quero mais sentir a sua falta, só quero que me deixe ir.
Eu quero esquecer, parar de chamar você,  de sonhar com a gente enquanto durmo.
Me deixe em paz, saia da minha cabeça e pare de me foder como sempre faz.
Estou me perdendo, estou me perdendo, por deus.
Eu não quero nada, ninguém,  só quero ficar em paz desde sempre.
Mas eu te amo tanto, dói tanto.
Parem já de foder a minha minha mente.
Eu não quero acordar, ser mais um prejuízo, desperdício de tempo, eu não pedi nada disso, apenas, por favor.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Tentar parecer forte pra quê?
E porque a necessidade idiota de precisar ser por alguém?
Em algum ponto as coisas mudam, tomam um rumo inesperado que nunca se imaginou tomar ou estava preparado pra enfrentar.
A gente pára a vida por pessoas que anos depois nem dão bom dia, a gente ama quem deveria não amar e vê que existem algumas pessoas podres que não sabem perdoar.
A gente cuida como pode e tá ao alcance, confia quando não deveria confiar e um dia por raiva alguém vai lá dividir todos os nossos segredos, rir pelas costas, julgar sem pensar.
E as vezes é amor demais que não cabe, e vai gerando tristeza demais, amargura demais até por último chegar o desespero.
Depois de tudo isso ainda tentar ter a esperança que eu tenho em encontrar depois dessa vida e dos atropelos um sossego maior, alguém que nos entenda e um lugar pra deitar a cabeça ter paz e descansar.

sábado, 30 de agosto de 2014

Diário de uma banana

Hoje uma amiga me mandou uma música linda.
Era uma daquelas noites frias em que eu queria estar falando contigo, te fazendo rir.
Desceu a saudade que tava há dias entalada na garganta, toda de uma vez e pingou gota a gota na minha camisa vermelha.
Chorei.
Vi umas fotos, li algumas conversas e não me achei idiota por isso, eu já não luto contra.
Foi triste como lembrar de um ente muito querido que já morreu e a gente nunca mais vai ver, conversar.
Espantou meu sono e eu disse pra mim mesma:
- É vazio né?
É,  mas a gente acostuma, eu acho...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

De Fênix


Sou uma sonhadora de primeira categoria, lide com isso.
Há dias que me começam às seis, alguns diriam que sou obscura.
Eu vejo um prego na parede,  revistas espalhadas pelo chão e me incomoda se nada muda.
Se me vejo menina consigo tocar o céu, ler estrelas.
Eu sou vulcão além de mulher.
Sinto que estou caindo, e desejo a morte em lugar de espaçados vazios de eternidade.
Mas sinto em tudo que deveria ficar, distribuir um punhado de pele, carregando no peito a esperança de germinar, de novo.
E de novo voltar.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Resistance

Ela é incrível, no entanto eu nunca sei como dizer o quanto e parecer sincera.

Já aconteceu com você, existir alguém que te fizesse esquecer de respirar? Alguém que te fizesse ter medo do futuro caso resolvesse partir?

É uma dessas garotas uma em um milhão, que provocam faíscas e te viram do avesso em um olhar, seu amor é tóxico, queima no ar.

Digo, ela sabe como rir e me falar coisas doces, voa com as palavras e as vezes com uma sílaba me faz sentir fisgadas no estômago.

Uma puta mulher de all star, cheia de boas intenções na mochila e de coragem suficiente pra me enfrentar.

Agora ela se foi, antes de eu poder dizer como me deixava uma tarde inteira com aquele sorriso LOUCO  no rosto, um daqueles arrasa - quarteirão que todos conseguiam ler porque tinha seu nome e sobrenome cravados lá.

E eu que nunca soube como dizer nada sem parecer envergonhada, queria que ela soubesse sem duvidar, nunca dormi sem querer pelo menos um pouquinho seu rosto perto de mim.

Então, porque?

E como poderia ser diferente? Ela trazia no rosto uma expressão despreocupada que sempre dizia "vou te machucar".

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Hey!

Bom dia, lucy

Vou te chamar assim porque, bem não sei mas acho que você poderia ser qualquer coisa, qualquer pessoa.

Você já teve um dia ruim? Digo, um verdadeiro dia ruim daqueles que a gente sempre deseja que alguém nos salve?

Não entendo, mas fico repassando o filme na minha cabeça de todas as escolhas erradas,  sei que devia crescer mais rápido, que deveria esquecer, mas algo aqui dentro não me deixa, ou talvez seja apenas mais uma escolha ruim.

Se eu conseguir ir até o fim desse dia sem cicatrizes ou algo mais, talvez a gente devesse se encontrar pra comer uma torta e tomar um café na esquina.
Depois eu poderia te deixar na porta de casa e ir embora, mas sem vontade de ir realmente.

Talvez chovesse e você me pedisse pra entrar, iríamos escutar sua coleção de vinil até alguém reclamar da bagunça.
Seria divertido, nos vemos logo.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Eu escrevo
Tu escreves
Ela escreve
Nós escrevemos
Vós escreveis
Eles escrevem
Alguém lê
E assim fazemos história.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A primeira vez sobre mim.

Hoje o dia amanheceu nublado, numa cor de cinza que eu acho super confortável, acho que foi um bom sinal.
De todas as pessoas que mais pensam no mundo tenho certeza plena de que eu fico no ranking das dez primeiras, e é o que eu estava fazendo.
Não tenho muita idéia de como começar a escrever uma coisa sobre mim de modo tão despreocupado, mesmo que a escrita seja metódica.
Mas bem, sempre que leio algo sobre pessoas que tem uma "iluminação" elas dizem sobre como estavam numa situação complicada da vida, e como tudo aconteceu num momento em que estavam fazendo algo completamente banal como no banho por exemplo...
Não sei o que aconteceu muito bem, mas é certo que a gente precisa passar algumas coisas pra descobrirmos sozinhas que ainda tem solução.
O primeiro pensamento de verdade foi sobre como eu não queria que o meu trauma afetasse minha relação com pessoas de quem eu gosto bastante, e como eu não quero que o sofrimento a que fui vítima defina quem eu sou  perante este planeta de tantas possibilidades.
Quando a gente cresce sem muito amparo ou alguém pra te mostrar uma direção,  valores e etc a gente não amadurece como deveria, custamos a aprender coisas simples como ter confiança, amar alguém.
Coisas bem básicas pra alguns.
Mas essa coisa toda não me define, e infelizmente era somente esse pior lado que eu havia mostrado as pessoas ao meu redor, o que não significa que eu não as ame.
É que o ser vivo tem essa coisa de repetir um padrão,  e é o que eu estava fazendo.
Só que não dá pra continuar achando que eu sou um fracasso e ficar assim, ou continuar exigindo que outras pessoas me amem, que gostem de mim quando nem eu mesma gosto das coisas que sinto ou do que vejo no espelho.
Quando a gente é forçado por todos os meios a acreditar que não somos capazes de receber amor, alguma coisa grave acontece,  te modifica em tudo e na forma de enxergar as pessoas e o mundo em si.
Você se sente sozinho, incompreendido, invalidado, incapaz e começa a buscar formas de preencher aquele enorme vazio nas coisas erradas ou em outras pessoas.
Só que, poxa, ninguém em sã consciência deveria gostar de viver assim, inclusive eu mesma até agora.
E eu quero vencer esse padrão,  parar de sabotar coisas e pessoas que poderiam me fazer feliz de verdade e me privar de boas experiências, aprendizados, que afinal são coisas que eu estimo bastante.
Quando a gente quer sair de uma coisa crônica assim é preciso disciplina e persistência,  nada muda da noite pro dia e coisas acontecem todo o tempo, mas é preciso querer mudar.
No meu caso eu espero crescer,  de verdade.
Aprender a respeitar e lidar com diferenças,  a preservar o espaço que nos tornam únicos.
Ser feliz.
Espero poder dizer que acima de qualquer dor que tenham me feito passar, da minha história e infância,  da solidão, eu consegui sobressair e ver o mundo com olhos de alguem que foi renovada.
E sabendo que assim como eu, tem muito mais gente assim por aí eu quero poder fazer algo.
Só, ser eu mesma, livre dos padrões e com todas as minhas loucuras mas acima de tudo ser alguém com coisas positivas a acrescentar a vida das pessoas com quem me importo e na minha própria vida.
Quando penso em mim daqui um ano me vejo deitada na grama verdinha de um parque, escutando ao longe o som de algumas crianças brincando, um livro de poesia apoiando a cabeça,  os cachos bagunçados pelo vendo, só... rindo despreocupada.
Acho que pela primeira vez eu me vejo numa perspectiva feliz, então algo realmente deve estar mudando.
É um longo caminho daqui pra frente, e esse é só o começo do resto de meus dias, muito ainda está por vir!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O que ninguem entende é que eu procuro, eu preciso sentir algo que não seja dor, ao menos durante um maldito momento do meu fodido dia.
O que não entendem é que quando finjo estar bem e digo que quero ficar sozinha, na verdade eu não quero.
E em silêncio ocasionalmente, fecho os olhos, imagino como seria você me pedindo pra ficar.
Eles também não sabem que em vão eu tento parar de te escrever essas cartas todos os dias.
E que secretamente, mesmo fingindo não me importar, eu desejo com todo o coração que as minhas palavras signifiquem algo pra você.
É dor, dor e bagunça, e ninguém vê que eu só quero apertar o botão desligar, te levar daqui e fugir.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Você precisa de alguém que te queira.
Bem, eu te quero.
Então seja corajosa e me queira também.

domingo, 27 de julho de 2014

Cansei de fingir pra tentar evitar que alguém perceba o óbvio.
Só de me olhar, se alguém me olhasse dentro como você fazia,  saberia que eu tô fudida em tantos níveis que nem consigo assimilar.
Foda-se,  eu cansei.

- Às vezes penso que nasci ao contrário.
Sabe, saí da minha mãe de maneira errada.
Eu ouço palavras passarem por mim ao contrário.
As pessoas que eu deveria amar, eu odeio.
E as pessoas que eu deveria odiar...

terça-feira, 15 de julho de 2014

Uma (pequena) resenha musical

"Talvez, a gente deveria não se encontrar

Mas a vida tratou de mudar

Tudo aquilo que a gente planejou

Talvez, em outra vida tenha dado errado

E o nosso medo vem lá do passado

Mas o presente está ai pra mudar

Você e eu"

- Maio, Cervelet


Formada inicialmente na cidade de Jaboticabal (SP) pelos moços Iuri Nogueira, Tiko Previato, Vitor Marini e Guto Cornaccioni, Cervelet trás o disco de estréia "Canções de passagem" contendo doze faixas, todas elas nomeadas por um respectivo mês do ano na ordem de janeiro a dezembro (eu achei a sacada bem bacana).

São doze faixas de uma sonoridade incrível e uma vibe acustic/folk, pop/rock trazendo boas melodias vocais, canções harmoniosas, riffs e solos de guitarra que misturados com maestria formam um som agradabilíssimo de ouvir, junto com muita poesia e letras adultas que falam em sua maior parte sobre relacionamentos.

E o melhor é que diante de tamanha qualidade musical, ninguém ousaria dizer que o belo trabalho dos rapazes tenha sido gravado inteiramente num pequeno estúdio caseiro com uma placa de apenas dois canais e um microfone.

Cervelet, que se pronuncia "cervelê" que na verdade é a tradução em francês da palavra 'cerebelo' realmente é música boa pro ano inteiro, os destaques ficam por conta das faixas "Janeiro", "Fevereiro", "Março" ,"Maio", "Outubro", "Novembro" entre outras.
O disco "Canções de passagem" pode ser baixado na íntegra e gratuitamente no site oficial da banda.

http://www.cervelet.com.br

> pt-br.facebook.com/paginacervelet

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Incrivel é a palavra que melhor descreve o poder que tem aquela voz de menina sobre mim.
É terapêutica e me enche de vida como se por alguns minutos eu pudesse ser somente eu novamente, livre da tristeza e com aquele fogo queimando por dentro.
É uma carga no ânimo que vai durar por alguns dias até que o nó na garganta volte a me apertar, mas... De alguma forma me faz tão bem!
Mesmo sabendo que não posso deixar escapar a complexidade dos meus sentimentos, tendo que esconder aquele ardor,  a paixão, aquela vontade imensa de viver, de abraça - lá e não largar nunca mais.
Eu guardo toda essa energia que ela me trás,  guardo tudo que posso, devoro esses pequenos e raros momentos como se fossem os ultimos.
Logo ela vai embora, eu vou continuar noite adentro pensando nos seus beijos e a boca pequena e rosada, sem nenhuma vergonha tô aquecendo meu corpo com essas lembranças gostosas enquanto der.

Eu não compreendia o que estava acontecendo ali.
Apenas sei que Hanna ouvia aqueles sons a sua volta enquanto tentava prestar atenção em alguma coisa, sem sucesso.

Senti - me impotente,  já há quase dois meses ou mais aquela expressão apática havia tomado conta do seu rosto e de nossas vidas e na sua cabeça eu percebia que apenas o silencio se pronunciava, aquele silencio desesperador, o mesmo de sempre.

Lá estava ela, semana após semana sentada na varanda, o rosto pálido e a mesma camisola encardida a lhe conferir aquele terrível ar fantasmagórico, durante horas se debatendo na velha cadeira de balanço e sempre em silêncio, como se através dele pudesse escutar a voz de Kevin em algum lugar.

Em algum momento me perguntei como podia saber com tantos detalhes cada dor que se passava com ela. E Mesmo quando nós não trocávamos uma única palavra sequer,  eu sempre sabia.

Foi quando pela primeira vez ela me encarou como se adivinhando minha pergunta, e eu entendi.
Eu vestia a mesma camisola suja, os cortes em meus braços sangravam da mesma maneira, entrei em choque.

Eu havia me tornado um último resquício vivo daquela alma perturbada e agora conseguia lembrar claramente o que havia acontecido.

Não éramos irmãs, eu era um fantasma de toda parte viva que restava em Hanna, ela, um pútrido cadáver que andava e respirava.
Desde que havíamos nos separado no dia da morte de Kevin, éramos duas partes de alguém que havia sido imensamente feliz no passado e não conseguíamos desapegar das boas lembranças e descansar em paz.

Notei que ela continuava a me encarar e depois de um longo tempo tomando coragem, finalmente perguntou:

- Porque ele?

Respondi sem pensar de um modo que não poderia ter sido melhor.

- Porque as pessoas que amamos sempre partem, de uma forma ou outra, por querer ou até mesmo contra suas vontades. E todos os dias estamos sujeitas a ter que dizer adeus.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Inutilmente.


E de tanto ver você se esquivar,  depois de tanto "não te preocupa" "não é nada" "tava ocupada" e tantas desculpas pra afastar sua vida da minha, talvez um dia eu faça isso mesmo e comece a não me importar.
Não gasto mais uma hora da minha vida me decepcionando com você, afinal porque faria isso?
Você não precisa mais de mim, e se a utilidade pra você acabou, anda, toma coragem pega as tuas coisas e dá o fora de vez que eu não vou implorar pra você ficar.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Apenas um sinal... Qualquer um.

É um jogo perigoso.
Ficar apostando quantas noites frias e vazias como essa ainda vou enfrentar sem você.

Quando criança eu gostava de ver o tempo passar, ficava pensando no sentido do tempo, da vida, esperando que alguma coisa nova e fantástica fosse acontecer a qualquer momento.

Agora eu fico a espera de alguma coisa que me puxe fora desse abismo, espero por algo que jamais vai acontecer, espero por apenas duas palavras suas.
Eu espero, e s p e r o, espe... ro...

Eu fico sem forças, sem respirar, eu choro, me desespero.
Todo resumo de uma vida enquanto te espero, te espero, te espero...

Será que você lembra do meu sorriso? Ainda me sente? Ainda me vê?
Me dê um sinal, qualquer um...

As vezes quando estou com você eu tenho medo, eu sou humana, sou fágil, menina e mulher.
Mas sem você eu tento mentalizar, peço a Deus algum milagre e espero, rezo, espero...